Câmpus CET promove plantio de mudas de árvores do Cerrado

Foi realizado na manhã de quinta-feira, 7, no Câmpus Anápolis de Ciências Exatas e Tecnológicas – Henrique Santillo da Universidade Estadual de Goiás (CCET|UEG), o plantio de 150 mudas de árvores nativas do Cerrado para o reflorestamento da área. O projeto é uma parceria entre a UEG e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Anápolis.

O evento foi organizado pelo professor Elton Fialho, diretor do CCET; pela coordenadora do curso de Licenciatura em Química, professora Nília Oliveira; pelos professores do curso de Biologia, Mirley dos Santos, Fabrício Tereza e Adriano de Melo; e pela professora Alzirene Milhomem, do curso de Engenharia Agrícola.

Participaram do plantio, alunos do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) do curso de Química e alunos do curso de Biologia do CCET, além de outros convidados da comunidade acadêmica.

Entre as espécies de árvores plantadas há jacarandás, quaresmeiras, pitangueiras, pequizeiros, ipês – rosa, roxo, branco e caraíba -, entre outras nativas da região do Cerrado.

A professora Nília conta que a iniciativa surgiu a partir de um estudo sobre solos e ar do Pibid – Química, que gerou uma ação que visa a sustentabilidade e a preservação ambiental. “A ideia foi trazer essas questões para o espaço do câmpus, de maneira prática e em contato direto com os alunos”, completa.

Karen Cristina, aluna do 2° período do curso de Biologia do CCET, achou a experiência positiva para sua formação acadêmica. “Desde o começo do curso estudamos Botânica, anatomia vegetal, analisamos plantas, folhas e hoje estamos aprendendo na prática”, afirma.

Projeto Pró Água

Antes do plantio, os alunos e demais convidados assistiram à palestra “Projeto Pró Água”, ministrada por Antônio Zayek, diretor de Recursos Hídricos, Recuperação e Preservação Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Anápolis.  

Ele argumenta que a universidade é essencial para a consolidação de projetos dessa natureza, já que a Academia é o núcleo formador de profissionais, de opiniões e de tecnologia. Entretanto, pontua que é necessário que haja uma mudança cultural na sociedade quanto ao uso da água e na relação com o meio-ambiente.

Zayek acrescenta que tal mudança depende da Educação e do poder público, mas que depende principalmente do sentimento de pertencimento que cada cidadão deve ter. “Precisamos mudar a ideia de que aquilo que é público não é de ninguém. Pelo contrário, aquilo que é público é de todos e é responsabilidade de todos cuidar”, reitera.

Michel Rallyson, aluno do 2º período do curso de Licenciatura em Química, acredita que a ocasião foi uma oportunidade para que os conhecimentos adquiridos em sala fossem contextualizados na prática. “Programas como o Pibid e o Projeto Pró Água tratam de temas da nossa realidade, trazendo à tona aquilo que aprendemos”, explica.